quarta-feira, 23 de maio de 2012

Francisco Riopardense de Macedo




Obras do arquiteto e urbanista Francisco Riopardense de Macedo em exposição na Sala da Fonte, Paço dos Açorianos.

Ponte do Jacuí 
xilogravura - 1958
 Porto Alegre
nanquim, 1954
Erechim - Casa antiga na rua Itália
nanquim - 1952
Farroupilha, Casa de Reuniões - Caçapava
xilogravura, 1/50 - 1985

Fotos das obras: Luciano Lanes







sexta-feira, 11 de maio de 2012

Riopardense de Macedo - ofício e paixão pelo patrimônio cultural







“Quem não conhece a história da sua cidade,
que é parte da sua própria,
não é cidadão dela, é hóspede.”

Francisco Riopardense de Macedo


A exposição "RIOPARDENSE DE MACEDO – ofício e paixão pelo patrimônio cultural" será aberta na terça-feira, 15, às 19h, na Sala Fonte do Paço dos Açorianos. A mostra contém gravuras e desenhos nos quais reverbera a luta pela preservação dos prédios históricos. A visitação pode ser feita até o dia 6 de junho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h.

O autor das instigantes obras, Francisco Riopardense de Macedo (1921-2007) viveu em Porto Alegre e fez da arte um afiado instrumento na defesa do patrimônio cultural. Abnegado na valorização da memória da Cidade, este engenheiro e urbanista de formação, atuou também como jornalista, arquivista e historiador, integrando diferentes campos do conhecimento. Demonstrou possuir uma personalidade ímpar, na qual erudição e espírito combativo caminhavam juntos.

No campo da historiografia, Riopardense definiu a data de fundação de Porto Alegre, apresentando conclusões rigorosamente baseadas em documentos. Também investigou a Revolução Farroupilha, a formação urbana do Rio Grande do Sul e a história da imprensa brasileira. Uma das suas principais pesquisas destinava-se a integrar arquitetura e artes plásticas. Para desvendar esta faceta criativa serão apresentadas vinte e três obras, nesta exposição que integra as comemorações dos 40 anos do Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho - cujo primeiro diretor foi justamente Riopardense de Macedo.




segunda-feira, 7 de maio de 2012

VI Prêmio Açorianos Artes Plásticas


O VI Prêmio Açorianos de Artes Plásticas terá sua cerimônia de premiação terça-feira, 8, às 20h no Teatro Renascença. Iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura, o prêmio inclui sete categorias (pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, fotografia e mídias tecnológicas) e nove destaques (exposição individual, exposição coletiva, artista revelação, patrocínio, espaço institucional público ou privado, projeto alternativo de produção, textos- catálogos-livros, curadoria e acervo-memória).
     Serão concedidos os prêmios: Artista - Destaque especial do ano - Que além do troféu da categoria receberá em dinheiro o valor de R$ 8.000,00 ( oito mil reais) e o Prêmio Incentivo à Produção Plástica, que além do troféu da categoria receberá o prêmio em dinheiro no valor de R$ 2.000,00 ( dois mil reais).
O Artista Destaque do Ano e o Prêmio Incentivo à produção Plástica , serão escolhidos pelo juri de premiação   do VI PAAP.
Os resultados das premiações somente serão conhecidos na cerimônia de premiação, no momento da entrega dos troféus. 
O prêmio incentiva e destaca artistas e instituições que marcaram o campo artístico local em 2011. 

domingo, 6 de maio de 2012

Centenário de Guido Mondim


O dia 6 de maio de 2012 marca o centenário de nascimento de Guido Mondim (Porto Alegre, 1912 – Brasília, 2000). Homem de múltiplos talentos foi, entre outras atividades, político, empresário, escritor, pintor, economista e administrador. Senador de 1959 a 1974 e ministro do Tribunal de Contas da União a partir de 1975, sua vida política não impediu o desenvolvimento do pintor, cujas obras estão espalhadas pelo Brasil e no mundo.  


MONDIM, Guido Fernando
“Signo Taurus” - sem data
óleo sobre chapa aglomerado  -  100,0 x 80,5 cm



quinta-feira, 12 de abril de 2012

1967-1969: Tadeusz Lapinski em Porto Alegre







1967/1969: LAPINSKI EM PORTO ALEGRE


Artista reconhecido internacionalmente e premiado em várias partes do mundo, o polonês Tadeusz Lapinski esteve em Porto Alegre entre 1967 e 1969, onde produziu imagens que inovaram e renovaram o panorama local das artes plásticas, dominado – até então, pela arte figurativa. Cidadão norte-americano desde 1973, é professor emérito da Universidade de Maryland (onde ingressou em 1972). Realizou mais de 150 exposições individuais em todo o mundo, com mais de 250 obras em museus, incluindo, entre vários outros, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), Museu de Arte de San Francisco, Phillips Collection, National Gallery of Art, Smithsonian Institution – nos EUA - Museu Nacinal de Arte de Ottawa – Canadá, Museu de Arte Moderna de Tóquio - Japão, Museu de Tianjin - China,  Museu de Arte Moderna de Turim – Itália e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
Atualmente um dos maiores gravuristas do mundo, Lapinski foi considerado pelo “International Biographical Centre”, em Cambridge, Inglaterra, em 1998, como uma das 2000 pessoas mais destacadas do século XX, em honra à sua contribuição ao mundo das artes.
Suas exposições mais recentes ocorreram no ‘Kunsthaus Austrian Cultural Center’, em Weiz, na Áustria; no ‘Blonie Cultural Center’, em Varsóvia, Polônia; no ‘Korean Art International Exhibition’, em Seul, Coréia do Sul; no ‘Korean Cultural Center’, em Washington DC, EUA; e no ‘Brentwood Arts Exchange’, em Maryland, EUA.
Segue, abaixo, texto de Renato Rosa, curador da exposição:
“Acredito que para aquele jovem Tadeusz Lapinski que visitava Porto Alegre entre 1967 e 1969, período que permaneceu na cidade – que correspondem aos pesados anos da ditadura em nosso país - tudo não tenha passado de uma aventura de um jovem oriundo de um país socialista, a Polônia, à época pertencente a dita Cortina de Ferro. Lapinski, já então um famoso artista internacional, desfrutava de uma premiação outorgada pela UNESCO em Paris. Sua obra já o confirmava como um grande gravador exibido em Londres e Paris. Seu host em Porto Alegre foi o Sr. Edmundo Gardolinski, um líder na comunidade polonesa, cônsul honorário daquele país. De imediato, conheceu os artistas mais destacados da cidade, entre eles, Danúbio Gonçalves, Vera Chaves Barcellos, Paulo Porcella, Paulo Peres, Henrique Fuhro, Leo Dexheimer, não por acaso todos gravadores e ligados ao Atelier Livre; realizou exposição individual na Galeria do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) sob a direção do arquiteto Gilberto Moras Marques que tornou-se seu representante. Os artistas em nossa cidade eram em grande parte figurativos e Lapinski havia rompido e deixado para trás os rigores da academia polonesa que ainda obedecia os ditames do realismo socialista... aqui, ainda vigorava entre nós alguns ventos da mesma escola, últimos resquícios do Clube de Gravura ao qual por exemplo Danúbio Gonçalves filiara-se anteriormente. Mas Danúbio, como alguns de seus colegas, mostrou-se o que sempre foi: não um artista radical, mas um homem com largueza de pensamento e abriu seu atelier particular para Lapinski. Houve uma troca proveitosa de receitas e descobertas técnicas a tal ponto que Lapinski até retomou a aquarela e ainda usou a prensa de nosso mestre, criando aqui imagens que surpreenderam completamente aquela Porto Alegre do período. Lapinski usava sobreposição de cores, camadas de tintas – algumas industriais – espessas, apresentava uma litogravura com textura rugosa e de um modo que isso até quase o aproximava de cerâmica, tal era o efeito.”

Exposição “1967/1969: LAPINSKI EM PORTO ALEGRE
Curadoria de Renato Rosa
Abertura: 19 de abril, às 19h
Visitação: de 20 de abril a 25 de maio de 2012
Segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h
Local: Paço dos Açorianos–Praça Montevidéu,10–Centro Histórico–Porto Alegre
Contato: 3289-3735 ou acervo@smc.prefpoa.com.br




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lançamento Jogo da Memória



Jogo da memória mostra obras sobre a evolução da cidade

 

04/04/2012

Flávio Krawczyk (foto) falou sobre a Porto Alegre retratada nos quadros  
Foto: Francielle Caetano/PMPA










 Flávio Krawczyk (foto) falou sobre a Porto Alegre retratada nos quadros 

Vista para o Guaíba, obra de Falcone, mostra barcos a vapor e lavadeiras

 Foto: Francielle Caetano/PMPA










Vista para o Guaíba, obra de Falcone, mostra barcos a vapor e lavadeiras
 

As modificações de Porto Alegre desde o início do século XIX, registradas por pintores nacionais e estrangeiros, estão nas 31 obras reproduzidas em um jogo de memória. O brinquedo didático foi lançado nesta quarta-feira, 4, na Sala Aldo Locatelli do Paço Municipal, com a presença de alunos das escolas municipais de Educação Infantil Professora Judith Macedo de Araújo e Deputado Marcírio Goulart Loureiro. Guiados pelo diretor da equipe de Acervo Artístico, Flávio Krawczyk, os meninos conheceram os quadros da pinacoteca e brincaram de memória.

O jogo busca mostrar às crianças a evolução da cidade desde a época da escravatura, a partir do olhar dos artistas. “Você pode conhecer o quadro bem de perto e pode ver como eram antigamente os lugares de Porto Alegre”, conta a estudante Kassiana Leite, 12 anos, da escola Deputado Marcírio Goulart Loureiro.

As obras fazem parte da exposição Paisagens de Porto Alegre, que reúne pinturas, desenhos, aquarelas e gravuras das pinacotecas municipais Aldo Locatelli e Rubem Berta. São quadros de artistas renomados, como o espanhol Luiz Maristany de Trias e os italianos Angelo Guido e Giovanni Falcone, que fixaram residência na capital gaúcha.

Uma das principais telas, Vista para o Guaíba, data de 1892 e é assinada pelo italiano Falcone. A obra mostra barcos a vapor, banhistas e moças lavando roupas no Lago, no antigo ponto em que o Arroio Dilúvio desaguava no Guaíba.

O brinquedo faz parte de uma linha de suvenires da capital gaúcha que inclui também canecas, camisetas e cartões postais com desenhos do ilustrador Joaquim da Fonseca. “Estamos trabalhando o turismo cultural ao divulgar o patrimônio e a arte de Porto Alegre”, observa o coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, Luiz Antônio Custódio.

O projeto foi desenvolvido pela Coordenação de Memória, em parceria com a Coordenação de Artes Plásticas da Secretaria Municipal da Cultura (SMC). O suvenir estará à venda no Museu de Porto Alegre (rua João Alfredo, 582) e na Livraria Ilhota do Mercado Público (Largo Glênio Peres s/nº), ao custo de R$ 10.
Texto de: Andréa Brasil
Edição de: Caco Belmonte
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.