quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lançamento Jogo da Memória



Jogo da memória mostra obras sobre a evolução da cidade

 

04/04/2012

Flávio Krawczyk (foto) falou sobre a Porto Alegre retratada nos quadros  
Foto: Francielle Caetano/PMPA










 Flávio Krawczyk (foto) falou sobre a Porto Alegre retratada nos quadros 

Vista para o Guaíba, obra de Falcone, mostra barcos a vapor e lavadeiras

 Foto: Francielle Caetano/PMPA










Vista para o Guaíba, obra de Falcone, mostra barcos a vapor e lavadeiras
 

As modificações de Porto Alegre desde o início do século XIX, registradas por pintores nacionais e estrangeiros, estão nas 31 obras reproduzidas em um jogo de memória. O brinquedo didático foi lançado nesta quarta-feira, 4, na Sala Aldo Locatelli do Paço Municipal, com a presença de alunos das escolas municipais de Educação Infantil Professora Judith Macedo de Araújo e Deputado Marcírio Goulart Loureiro. Guiados pelo diretor da equipe de Acervo Artístico, Flávio Krawczyk, os meninos conheceram os quadros da pinacoteca e brincaram de memória.

O jogo busca mostrar às crianças a evolução da cidade desde a época da escravatura, a partir do olhar dos artistas. “Você pode conhecer o quadro bem de perto e pode ver como eram antigamente os lugares de Porto Alegre”, conta a estudante Kassiana Leite, 12 anos, da escola Deputado Marcírio Goulart Loureiro.

As obras fazem parte da exposição Paisagens de Porto Alegre, que reúne pinturas, desenhos, aquarelas e gravuras das pinacotecas municipais Aldo Locatelli e Rubem Berta. São quadros de artistas renomados, como o espanhol Luiz Maristany de Trias e os italianos Angelo Guido e Giovanni Falcone, que fixaram residência na capital gaúcha.

Uma das principais telas, Vista para o Guaíba, data de 1892 e é assinada pelo italiano Falcone. A obra mostra barcos a vapor, banhistas e moças lavando roupas no Lago, no antigo ponto em que o Arroio Dilúvio desaguava no Guaíba.

O brinquedo faz parte de uma linha de suvenires da capital gaúcha que inclui também canecas, camisetas e cartões postais com desenhos do ilustrador Joaquim da Fonseca. “Estamos trabalhando o turismo cultural ao divulgar o patrimônio e a arte de Porto Alegre”, observa o coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura, Luiz Antônio Custódio.

O projeto foi desenvolvido pela Coordenação de Memória, em parceria com a Coordenação de Artes Plásticas da Secretaria Municipal da Cultura (SMC). O suvenir estará à venda no Museu de Porto Alegre (rua João Alfredo, 582) e na Livraria Ilhota do Mercado Público (Largo Glênio Peres s/nº), ao custo de R$ 10.
Texto de: Andréa Brasil
Edição de: Caco Belmonte
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.


                        

segunda-feira, 5 de março de 2012

Exposição Mulheres Artistas



A partir de 08 de março, quinta-feira, estará aberta para a visitação pública no Paço dos Açorianos, uma exposição das Pinacotecas Aldo Locatelli e Ruben Berta com obras assinadas por Amélia Pastro Maristany, Judith Fortes, Alice Brueggmann, Alice Soares, Regina Silveira e Cristina Balbão, artistas que marcaram decisivamente a história da arte em Porto Alegre. A marca impressa pelas mulheres no ambiente artístico gaúcho, embora decisiva, é historicamente recente. Do Instituto de Artes, situado na Rua Senhor dos Passos, saem as pioneiras em Porto Alegre, onde até então esta atividade profissional era reservada aos homens. A partir da década de 1930, configuradas como educadoras e personagens destacadas nos conflitos pela atualização do meio artístico local, as mulheres artistas gaúchas assumem protagonismo na renovação de instituições-chave como o próprio Instituto de Artes, a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa, nos diversos salões e mesmo nas galerias que emergem na cidade. Ao longo do tempo, sua contribuição é contínua e progressiva, levando às últimas conseqüências o imperativo da multiplicidade que anima o mundo nos dias de hoje. 


Exposição MULHERES ARTISTAS 
Visitação: de 08 a 16 de março de 2012 Segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h Local: Paço dos Açorianos–Praça Montevidéu,10–Centro Histórico–Porto Alegre Contato: 3289-3735 ou acervo@smc.prefpoa.com.br 




Amélia Maristany

Judith Fortes

Alice Soares

Alice Brueggmann

 Cristina Balbão

 Regina Silveira

Luiza Prado





segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Exposição Paisagens de Porto Alegre



Clique no link abaixo para ver as imagens:  

Paisagens de Porto Alegre


Libindo Ferraz

Torquato Bassi

Giovanni Falcone

Libindo Ferraz

José de Francesco

Edgar Koetz

João Faria Viana

Joaquim da Fonseca






terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Paisagens de Porto Alegre







A partir de 18 de janeiro, quarta-feira, estará aberta para a visitação pública no Paço dos Açorianos, uma exposição da Pinacoteca Aldo Locatelli com imagens de Porto Alegre, produzidas por diversos artistas brasileiros e estrangeiros. São pinturas, gravuras e desenhos datados desde fins do século XIX até inícios do XXI, assinados por Giovanni Falcone, Angelo Guido, Gastão Hofstetter, Edgar Koetz, Joaquim da Fonseca, entre tantos outros que marcaram decisivamente a história da arte em Porto Alegre.
Na representação do espaço urbano por pintores, gravadores e desenhistas, certos elementos da paisagem são selecionados tanto pela representatividade e referência para a memória dos habitantes, como pelo desafio técnico para o desenvolvimento das diferentes linguagens artísticas. Na Pinacoteca Aldo Locatelli há obras nas quais diferentes artistas nos levam a percorrer becos, ruas e vielas; desvendando as relações dos conjuntos arquitetônicos com os mananciais de água, com as topografias, a vegetação e o povo – relações espaciais que compõem e definem a paisagem urbana. Em muitos destes trabalhos sobressai a nostalgia das velhas fachadas, mas também desponta a metrópole que se impõe dramaticamente sobre a velha cidade.
Os artistas representados na exposição, em sua maioria viveram o século XX, testemunham a verticalização de Porto Alegre e a pandemia do automóvel, mas priorizam a cidade que ainda respira, que enxerga o céu e o Guaíba e que, se em algumas vezes é a cidade do passado, em outras é mero vestígio. O fato é que a distância no tempo confere magia à representação da paisagem urbana. E que num esforço por apreender reminiscências e persistências, os artistas recorrem às linguagens mais diversas e buscam tonalidades locais, elaborando leituras originais deste que talvez seja o maior texto da humanidade: a cidade.