sexta-feira, 14 de julho de 2017

Camerata "Violões de Porto" nos Clássicos da Pinacoteca Ruben Berta


A próxima atração do projeto Clássicos na Pinacoteca, a Camerata “Violões de Porto” é fruto do encontro de nove violonistas profissionais da música de concerto para tocarem juntos no formato de uma mini-orquestra. A partir do apoio da Casa da Música de Porto Alegre e sob a coordenação do renomado violonista argentino Eduardo Castañera, o grupo se propõe a executar obras originais e arranjadas para esta formação, indo do barroco ao contemporâneo de diversos cantos do mundo e apresentando a sonoridade do violão para além do formato solo ou de acompanhamento, inovando com cores, intensidades e nas performances dos instrumentistas. 
O grupo é formado por músicos de diversas cidades gaúchas, são eles Adriano Flesch, Amanda Carpenedo, Douglas Wagner, Ederaldo Sueiro, Felipe Herbert, João Souza, Lucas Araújo, Marcel Estivalet e Thiago Kreutz. 

19 de julho de 2017, quarta-feira às 18h30 
PINACOTECA RUBEN BERTA
Rua Duque de Caxias, 973 - Centro Histórico - Porto Alegre
Ingresso: contribuição espontânea (lotação da sala: 50 lugares)    


sábado, 8 de julho de 2017

Abertura de exposições no Paço dos Açorianos

No dia 11 de julho de 2017, terça-feira, a partir das 18h, serão inauguradas duas novas mostras de artes visuais no Paço dos Açorianos. O centenário prédio localizado no coração de Porto Alegre, também conhecido como “Prefeitura Velha”, passará a exibir ao público visitante uma seleção de fotografias pertencentes ao acervo da Pinacoteca Aldo Locatelli na mostra Imagens Incontornáveis e a exposição Sobre aterro: profundezas e flutuações de duas jovens artistas porto-alegrenses: Tula Anagnostopoulos e Viviane Gueller com curadoria de Maria Ivone dos Santos. 

No mesmo dia, com inicio às 18h30, ocorrerão duas atividades na exposição Mar Negro de Patrícia Francisco e o Povo do Cativeiro: Marion Velasco apresentará “Soro Nostrum em Mar Negro”, vídeo realizado no Mediterrâneo seguido de uma conversa performatizada junto à obra “Iemanjá encontra os Pretos Velhos”. E os artistas Antônio Augusto Bueno e Luís Filipe Bueno ofertarão ao público “ESCRAVIDÕES”, impresso assinado pela dupla e incluindo texto e imagem produzidos a partir do convite da exposição de Patrícia Francisco, em cartaz no Paço dos Açorianos. 


Imagens Incontornáveis
a fotografia da Pinacoteca Aldo Locatelli



Imagens incontornáveis é um modo de dizer que se aplica sobremaneira a uma exposição que guarda como suporte de expressão a fotografia. O registro de imagens por captura instantânea, desde suas origens, não estabeleceu fronteiras fixas entre ser documento ou uma forma de arte. A revolução digital que vem marcando o século XXI colocou à disposição de todos a possibilidade de fotografar, arquivar e enviar imagens numa velocidade e volume incomensuráveis. No entanto, o fato de hoje todos sermos fotógrafos, só reforça uma propriedade que sempre esteve presente na fotografia: que é a possibilidade de tornar presente a ausência. As imagens foram obtidas num momento do passado que nos é cada vez mais próximo, e, por conseguinte são vistas com o filtro do presente. Por esse ângulo pode-se pensar em um documento, por outro lado, o registro da fotografia é também interpretação e assim abre-se para o campo das artes que é uma leitura ou até mesmo transfiguração da realidade.
A exposição que ora se apresenta é formada por fotografias, assinadas por diferentes artistas brasileiros, pertencentes ao acervo da Pinacoteca Aldo Locatelli. A tônica dos trabalhos confere a dimensão interpretativa daquilo que identifica todos os seres do reino animal: o corpo. Estas representações por vezes sugerem um anonimato intencional, por outras desbravam intrincadas noções de identidade. Em algumas destas fotografias, embora o foco incida sobre um detalhe do corpo, o gesto ou ação em curso remete a um conceito descolado do próprio corpo. Outro grupo de obras confere sentido a expressões da criação humana como paisagens transformadas, arquitetura, utensílios de consumo e personagens do universo da indústria cultural. Assim, uma cicatriz é “desplugada” do corpo e pode referir a uma marca, um caminho ou a outro ser vivo e cowboys de plástico remetem à infância rememorada com o sabor do mundo pop, entre outras possibilidades de leitura de acordo com o repertório de vivências dos visitantes.

Artistas participantes
ADAUANY ZIMOVSKI (Jacareí, 1983), ALEXANDRE CAPPELLARI (Porto Alegre, 1968), AMANDA TEIXEIRA (Porto Alegre, 1991), ANA FLÁVIA BALDISSEROTTO (Caxias do Sul, 1972), BRUNO BORNE (Porto Alegre, 1979), CARLOS PASQUETTI (Bento Gonçalves, 1948), ETHIENE NACHTIGALL (Pelotas, 1971), ISMAEL MONTICELLI (Porto Alegre, 1987), JOAQUIM PAIVA (Vitória, 1946), LEANDRO SELISTER (Vacaria, 1965), LEOPOLDO PLENTZ (Porto Alegre, 1952), MARILICE CORONA (Porto Alegre, 1964), NIURA LEGRAMANTE (Porto Alegre, 1961) e VERA CHAVES BARCELLOS (Porto Alegre, 1938).


Sobre Aterro: Profundezas e Flutuações
Tula Anagnostopoulos e Viviane Gueller



A instalação elaborada por Tula Anagnostopoulos e Viviane Gueller ocupa algumas galerias do porão da Prefeitura de Porto Alegre onde dialogam e constroem um alusivo jogo entre esse espaço e seu entorno. Viviane ali localiza sua experiência pelo rio Guaíba, criando zonas de flutuação e de devaneio que nos conduzem por algumas rotas de navegação, assim como nos propicia a experiência de um horizonte inclinado que se detém diante de um dos maiores investimentos privados que ocupa as bordas da cidade de Guaíba. Tula nos propõe uma entrada em galerias profundas, na medida em que remexe a memória da antiga Doca do Carvão que existia entre a Prefeitura e o Mercado Público, e que hoje é área aterrada. Sabemos que por ali transitava o carvão mineral vindo das minas do interior do Estado para a geração de energia da cidade de Porto Alegre. Flutuar no rio, conduzidos pelo vídeo instalado e pela narrativa de Viviane, é desafiar o eixo horizontal tentando nele se manter. Escutar os movimentos do carvão sendo manipulado por Tula - carvão que impregna real e metaforicamente o ambiente, em meio a uma atmosfera quente, nos faz descer em profundidades da memória desse lugar. Criando essas zonas de pensamento, ora fluídas, ora secas e ríspidas, enveredamos na experiência sensível da arte, que para além dos pragmatismos econômicos que marcaram as decisões sobre Porto Alegre, cria elementos e sensações que interligam o Porão do Paço dos Açorianos e seu entorno e que refletem sobre nossa história comum.
Maria Ivone dos Santos, curadora 


Paço dos Açorianos ("Prefeitura Velha")
Praça Montevidéu, 10 - Centro Histórico - Porto Alegre
Abertura das exposições: 11 de julho, terça-feira, às 18h

IMAGENS INCONTORNÁVEIS. A FOTOGRAFIA NA PINACOTECA ALDO LOCATELLI
12 de julho até 8 de setembro
SOBRE ATERRO: PROFUNDEZAS E FLUTUAÇÕES
12 de julho até 11 de agosto

Visitação: segunda a sexta, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h30
informações: acervo@smc.prefpoa.com.br/ (51) 3289-3735



terça-feira, 13 de junho de 2017

Espetáculo “As Estações” na Pinacoteca Ruben Berta


A edição de junho da  série Clássicos na Pinacoteca Ruben Berta apresenta o espetáculo "As Estações", que integra música e literatura brasileiras, composto por canções de câmara, abrangendo obras dos séculos XIX, XX e XXI, de compositores de diversos estados do Brasil, com linguagens e estilos variados.

PINACOTECA RUBEN BERTA
Rua Duque de Caxias, 973 - Centro Histórico - Porto Alegre
21 de Junho de 2017, quarta-feira, 18h30
Ingresso: contribuição espontânea (lotação da sala: 50 lugares)  
  
Foto de: Guilherme Parzianello




quinta-feira, 8 de junho de 2017

4 Mulheres, 1 Centenário


Jornal do Comércio - 31/05/2017





As gurias do asilo, de Alice Soares, integra exposição 4 mulheres, 1 centenário - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/05/cadernos/panorama/565234-geracao-pioneira-exposicao-4-mulheres-1-centenario-acontece-em-porto-alegre.html)
As gurias do asilo, de Alice Soares, integra exposição 4 mulheres, 1 centenário - Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/05/cadernos/panorama/565234-geracao-pioneira-exposicao-4-mulheres-1-centenario-acontece-em-porto-alegre.html)
 "As gurias do asilo", de Alice Soares, integra exposição 4 Mulheres, 1 Centenário
Reprodução/JC






4 Mulheres, 1 Centenário



Correio do Povo - 31/05/2017
Arte & Agenda




Alice Soares está entre as primeiras artistas gaúchas a se profissionalizar | Foto: Divulgação / CP





sexta-feira, 26 de maio de 2017

4 mulheres, 1 centenário


4 mulheres, 1 centenário
curadores: Blanca Brites e Paulo Gomes 

Pinacoteca Ruben Berta - Rua Duque de Caxias, 973
Centro Histórico - Porto Alegre – Rio Grande do Sul
abertura: 1º de junho, quinta-feira, 19h 
visitação: de 2 jun 2016 a 1º set 2017 | seg a sex, das 10h às 18h

A abertura da exposição será precedida pelo lançamento da Associação de Amigos das Pinacotecas de Porto Alegre – AAPIPA, que ocorrerá às 18h, com a presença da Diretoria da entidade e convidados.
Presidente da AAPIPA: Heitor Bergamini









terça-feira, 23 de maio de 2017

4 Mulheres, 1 Centenário




 Leda Flores, "A Flautista", 1976, bronze. Pinacoteca Fundacred.

 Alice Soares, "As Gurias do Asilo", 1964, óleo sobre tela. Pinacoteca Barão de Santo Ângelo.

 Alice Brueggemann, "Natureza Morta", 1958, óleo sobre tela. Pinacoteca Aldo Locatelli.

Cristina Balbão, "Busto", 1952, gesso. MARGS.



4 Mulheres, 1 Centenário


2017 é o ano de comemorar os 100 anos de nascimento de quatro artistas que marcaram a história da arte gaúcha no século XX. São elas: Alice Soares, Alice Brueggemann, Cristina Balbão e Leda Flores. Esta marca é tão importante para a consolidação de um circuito das artes no Rio Grande do Sul, que as mais prestigiadas instituições voltadas à pesquisa e difusão das artes visuais se uniram para realizar uma exposição comemorativa.
A Coordenação de Artes Plásticas da Prefeitura de Porto Alegre, as Pinacotecas Ruben Berta e Aldo Locatelli, a Pinacoteca Fundacred, a Pinacoteca Barão de Santo Ângelo do Instituto de Artes da UFRGS e o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – MARGS, promoverão uma mostra das homenageadas de junho a setembro. Esta exposição, sediada na Pinacoteca Ruben Berta, com a curadoria de Blanca Brites e Paulo Gomes, contará ainda com uma série de eventos paralelos como projeção de filme, ações educativas, cursos e palestras.
As “duas Alices”, como eram conhecidas Alice Soares e Alice Brueggemann, dividiram um ateliê por quatro décadas. Cristina Balbão foi professora da UFRGS e organizadora do MARGS em seu início e ainda presidente da Associação Chico Lisboa. Já Leda Flores, ganhou prestígio como ceramista e escultora, sendo a sua obra “A Flautista” ainda hoje considerada referencial na história da escultura gaúcha. Elas podem ser consideradas as primeiras artistas a se profissionalizar no Rio Grande do Sul, num período em que eram escassas as galerias de arte e que ainda não havia museus importantes dedicados à produção artística, e o trabalho, em especial das mulheres, nesse campo era entendido apenas como diletantismo.
Alice Soares, Alice Brueggemann, acompanhadas por Cristina Balbão e Leda Flores, firmaram definitivamente a geração de artistas mulheres da década de 1950 como exemplos a serem seguidos nos campos profissional, acadêmico e institucional. Essa atuação múltipla foi sempre balizada por uma qualidade de produção digna de profunda admiração.

4 Mulheres, 1 Centenário
Pinacoteca Ruben Berta - Rua Duque de Caxias, 973
Centro Histórico - Porto Alegre – Rio Grande do Sul
abertura: 1º de junho, quinta-feira, 19h 
visitação: de 2 jun 2016 a 1º set 2017 | seg a sex, das 10h às 18h
acervo@smc.prefpoa.com.br / [55] (51) 3289 8292
curadores: Blanca Brites e Paulo Gomes 

A abertura da exposição será precedida pelo lançamento da Associação de Amigos das Pinacotecas de Porto Alegre – AAPIPA, que ocorrerá às 18h, com a presença da Diretoria da entidade e convidados.
Presidente da AAPIPA: Heitor Bergamini