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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Clássicos na Pinacoteca terá recital de violão em outubro
02/10/2014 11:13:52
Foto: Divulgação/PMPA
O violão brasileiro é o mote da edição de outubro da
série Clássicos na Pinacoteca, marcada para o próximo dia 15, às 18h30,
na Pinacoteca Ruben Berta. Em recital gratuito, o violonista Eduardo
Castañera e os convidados Marcel Estivalet e João Souza irão revisitar
obras de autores como Villa-Lobos, Radamés Gnattali, Francisco Mignone,
Paulo Bellinati e Daniel Wolff (veja programa abaixo).
Nascido na Argentina e radicado em Porto Alegre há mais de três décadas, Eduardo Castañera mantém intensa atividade como solista e em orquestras de câmara argentinas e brasileiras, com participações frequentes em eventos internacionais, além de atuar como professor. Sua discografia inclui os álbuns Iberoamérica (1992), P’al Sur (2001) e Acordes (2011).
Os violonistas convidados atuam no cenário de Porto Alegre como solistas ou ao lado de conjuntos de câmara. Marcel Estivalet, bacharel pela UFRGS, é professor de violão clássico. João Souza, mestrando na UFRGS, foi premiado em concursos como o Jovens Solistas (Orquestra de Câmara Fundarte) e o Concurso Nacional de Violão Fito.
O projeto Clássicos na Pinacoteca é uma realização da secretaria da cultura. A Pinacoteca Ruben Berta está instalada em um casarão residencial do século XIX, restaurado pelo Projeto Monumenta.
Agende-se
Nascido na Argentina e radicado em Porto Alegre há mais de três décadas, Eduardo Castañera mantém intensa atividade como solista e em orquestras de câmara argentinas e brasileiras, com participações frequentes em eventos internacionais, além de atuar como professor. Sua discografia inclui os álbuns Iberoamérica (1992), P’al Sur (2001) e Acordes (2011).
Os violonistas convidados atuam no cenário de Porto Alegre como solistas ou ao lado de conjuntos de câmara. Marcel Estivalet, bacharel pela UFRGS, é professor de violão clássico. João Souza, mestrando na UFRGS, foi premiado em concursos como o Jovens Solistas (Orquestra de Câmara Fundarte) e o Concurso Nacional de Violão Fito.
O projeto Clássicos na Pinacoteca é uma realização da secretaria da cultura. A Pinacoteca Ruben Berta está instalada em um casarão residencial do século XIX, restaurado pelo Projeto Monumenta.
Agende-se
Clássicos na Pinacoteca
Eduardo Castañera - participações de Marcel Estivalet e João Souza
Quarta-feira, 15 de outubro, 18h30min
Entrada franca
Pinacoteca Ruben Berta (Rua Duque de Caxias, 973 – Porto Alegre)
Informações: (51) 3289-8119, 3224-6740 ou acervo@smc.prefpoa.com.br
Programa
Daniel Wolff - Milonga da Espera (trio)
Paulo Bellinati - Jongo (solo Marcel Estivalet)
Marco Pereira - Bate-Coxa (duo Souza-Estivalet)
Francisco Mignone - Estudo nº 2 (solo João Souza)
Radamés Gnattali - Ernesto Nazareth - Valsa (duo Souza-Castañera)
Heitor Villa-Lobos (solo Eduardo Castañera)
Prelúdio Bachiana nº 4 *
Estudos 1, 2 e 7
Trenzinho do Caipira *
Egberto Gismonti - Frevo** (duo Castañera-Estivalet)
Daniel Wolff - Tris (trio)
* arranjo Eduardo Castañera
** arranjo Sérgio Assad
/musica
Texto de: Luis Bissigo
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
Edição de: Manuel Petrik
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Painéis de Carlos Scliar no Paço Municipal são restaurados
Os painéis do artista plástico gaúcho Carlos Scliar,
"Formação da cidade de Porto Alegre” e “Porto Alegre e sua projeção para
o futuro”, instalados no Salão Nobre do Paço dos Açorianos, estão sendo
restaurados. De grandes dimensões, as obras foram inauguradas em
novembro de 1974 dentro das comemorações da Semana de Porto Alegre e,
desde então, não haviam recebido nenhuma ação de restauro. Segundo a
restauradora Fernanda Matschinske, por estarem localizadas na área
central da cidade, as pinturas sofreram ao longo dos anos com a poluição
do ar e as variações de umidade relativa e temperatura, além de outros
agentes agressores. O trabalho que está sendo executado compreende a
limpeza química para remoção das sujidades e fungos e a reintegração
cromática de pequenas perdas causadas por abrasões. O painel “Procissão
da Festa de Nossa Senhora dos Navegantes”, também localizado no Paço dos
Açorianos, sofreu a mesma intervenção de restauro em janeiro de 2014.
Originalmente encomendados pelo prefeito Telmo Thompson Flores para o Salão Nobre da Prefeitura os painéis abordam, respectivamente, a evolução da cidade (painéis 1 e 2) e a procissão da festa de Nossa Senhora dos Navegantes (painel 3). Para a realização destas obras, Carlos Scliar apropriou-se poeticamente de documentos, fotos antigas e de obras já incorporadas à iconografia da cidade de autoria de Angelo Guido, José Lutzenberger e Martha de Wagner bem como da imagem fotográfica de prédios históricos que compõem a arquitetura porto-alegrense como o Mercado Público e a Igreja Nossa Senhora das Dores. Os painéis foram pintados com pigmentos e cola vinílica, tendo como acabamento um revestimento com cera e, ainda, aplicações serigráficas (painéis 1e 3).
Segundo o crítico carioca Roberto Pontual, Scliar percebeu com clareza a extensão do desafio: tratava-se de equilibrar a necessidade do documento com a fatalidade da transfiguração, ou, em outras palavras, de encontrar o ponto de ajuste exato entre o que já está feito e o que deve ser feito, entre o fato e a revisão, entre a história e o estilo.
/cultura
Originalmente encomendados pelo prefeito Telmo Thompson Flores para o Salão Nobre da Prefeitura os painéis abordam, respectivamente, a evolução da cidade (painéis 1 e 2) e a procissão da festa de Nossa Senhora dos Navegantes (painel 3). Para a realização destas obras, Carlos Scliar apropriou-se poeticamente de documentos, fotos antigas e de obras já incorporadas à iconografia da cidade de autoria de Angelo Guido, José Lutzenberger e Martha de Wagner bem como da imagem fotográfica de prédios históricos que compõem a arquitetura porto-alegrense como o Mercado Público e a Igreja Nossa Senhora das Dores. Os painéis foram pintados com pigmentos e cola vinílica, tendo como acabamento um revestimento com cera e, ainda, aplicações serigráficas (painéis 1e 3).
Segundo o crítico carioca Roberto Pontual, Scliar percebeu com clareza a extensão do desafio: tratava-se de equilibrar a necessidade do documento com a fatalidade da transfiguração, ou, em outras palavras, de encontrar o ponto de ajuste exato entre o que já está feito e o que deve ser feito, entre o fato e a revisão, entre a história e o estilo.
/cultura
Texto de: Flávio Krawczyk (estagiário SMC) / Supervisão: Cléber Seydelles
Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
Edição de: Gilmar Martins
Autorizada a reprodução dos textos, desde que a fonte seja citada.
Restauração dos painéis de Carlos Scliar
Fernanda Matschinske
Os painéis do artista plástico gaúcho Carlos Scliar – “Formação da cidade
de Porto Alegre” e “Porto Alegre e sua projeção para o futuro”, instalados no
Salão Nobre do Paço dos Açorianos - conhecido como “Prefeitura Velha” - estão
sendo restaurados. De grandes dimensões, as obras foram inauguradas em novembro
de 1974 dentro das comemorações da Semana de Porto Alegre e, desde então, não haviam
recebido nenhuma ação de restauro. Segundo a restauradora Fernanda Matschinske,
por estarem localizadas na área central da cidade, as pinturas sofreram ao
longo dos anos com a poluição do ar e as variações de umidade relativa e temperatura,
além de outros agentes agressores. O trabalho que está sendo executado
compreende a limpeza química para remoção das sujidades e fungos e a reintegração
cromática de pequenas perdas causadas por abrasões. O painel “Procissão da
Festa de Nossa Senhora dos Navegantes”, também localizado no Paço dos
Açorianos, sofreu a mesma intervenção de restauro em janeiro de 2014.
Originalmente encomendados pelo Prefeito Telmo Thompson Flores para o
Salão Nobre da Prefeitura de Porto Alegre, os painéis abordam, respectivamente,
a evolução da cidade (painéis I e II) e a procissão da festa de Nossa Senhora
dos Navegantes (painel III). Para a realização destas obras Carlos Scliar
apropriou-se poeticamente de documentos, fotos antigas e de obras já
incorporadas à iconografia da cidade de autoria de Angelo Guido, José Lutzenberger
e Martha de Wagner bem como, da imagem fotográfica de prédios históricos que
compõem a arquitetura porto-alegrense como o Mercado Público e a Igreja Nossa
Senhora das Dores. Os painéis foram pintados com pigmentos e cola vinílica,
tendo como acabamento um revestimento com cera e, ainda, aplicações
serigráficas (painéis I e III).
Segundo o crítico carioca, Roberto Pontual, Scliar percebeu com clareza a
extensão do desafio: tratava-se de equilibrar a necessidade do documento com a
fatalidade da transfiguração – ou, em outras palavras, de encontrar o ponto de
ajuste exato entre o que já está feito e o que deve ser feito, entre o fato e a
revisão, entre a história e o estilo.
Fotos: Kevin Appel
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